Barcos à venda

Veleiro O'DAY 23
"Phantasy"

Velas e toldos:
Grande, Genoa1 170%, balão, Genoa3 (todas pelo Nelson Piccolo) e Storm. Pau de spinnaker.
Toldos de proteção.

Instrumentação/Eletrônica
Bússola c/iluminação
Log
Ecobatímetro
Piloto Automático
Radio VHF c/ antena
CD Player
Inversor de corrente (110V a bordo)

Hidráulica
Água pressurizada, tanto do tanque sob o cockpit quanto do rio.
Pia interna e "chuveirinho" no cockpit, ambos com pressurização: um luxo num veleiro de 23 pés.
Vaso sanitário hidráulico
Bomba de porão elétrica com atuação automática
Bomba de porão manual original

Motor
Evinrude 15HP, especial: rabeta longa, com carregador de bateria embutido e partida elétrica. Suporte do motor original, de fácil e rápido acionamento.

Instalação elétrica:
Bateria 60Ah com carregador para rede elétrica do trapiche.
Painel solar com regulador automático para carregar bateria.
Carregador próprio do motor.
Chave geral com 4 posições
Voltímetro
Luminárias internas fluorescentes no salão, e incandescentes nas demais instalações

Acessórios
Fogão de duas bocas, embutido

Fabricação Mariner
Embarcação muito conhecida, de projeto americano, fabricada pela Mariner, em Porto Alegre.
Laminado em fibra de vidro com excelente acabamento, interior com divisória em madeira.
Um barco muito fácil de navegar, com acesso tranquilo a águas de baixa profundidade, e até transportável por via rodoviária: a boca (largura) do O'Day 23 foi determinada no projeto, em função da largura das estradas americanas comuns, de forma que pudesse ser rebocável por uma caminhonete (o barco pesa em torno de 1.400kg).

Acomodação
Acomodação para dormir para 5 pessoas.
Amplos paióis, grande espaço para armazenamento sob os bancos internos, sob o cockpit e sob o beliche de proa. Todos os paióis com tampa individual. Um barco excelente para cruzeiros com a família ou com amigos.
Um barco com cana de leme traz muito mais prazer de navegar do que os com roda de leme. A primeira coisa que chamou a atenção de meus amigos donos de barcos maiores, com roda de leme, quando navegaram no Phantasy, foi timonear o barco com cana de leme.

Escada de popa de inox, articulada.
Patilhão/bolina "canivete", excelente para navegação em águas baixas.
Calado 69cm / 1,20m (com bolina abaixada)

Salvatagem
Coletes salva-vidas aprovados pela Marinha
Duas bóias salva-vidas circulares

Âncora Danforth com cabo e corrente.

Embarcação ideal para cruzeiros de até uma semana.

Local:
Veleiros do Sul - P. Alegre

Preço:
R$ 40.000,00
O Phantasy possui recursos raros para um barco desse porte. Confira!

Condições primordiais para a venda:
1. Que o interessado na compra não venha visitar o Phantasy e fique apontando os pequenos defeitos que tem, e que bem conheço. Na verdade, o comprador não deverá considerar uma compra, mas como se eu estivesse cedendo "um filho" para adoção definitiva. É bem isso. Se é para falar mal do "meu filho", não vai levar.
2. Que o novo dono se comprometa a engrandecer ainda mais o curriculum (veja logo abaixo) do meu querido Phantasy.

Contato:
Danilo, info@popa.com.br   Assunto: Phantasy

Obs.: Algumas fotos são de alguns anos. É possível que alguns acessórios que aparecem nas fotos não façam mais parte do barco. O barco será vendido "as is", i.é, como está.


Curriculum vitae
S/V Phantasy
Jul 2012

O Phantasy tem um passado ilustre, além das incríveis atividades de lazer que propiciou. É um passado de bons serviços prestados à comunidade náutica, voluntariamente, a partir de 2003.
O Phantasy foi a nau capitânia da frota que desobstruiu o Rio Guaíba, incluindo uma draga, um batelão e um rebocador da SPH (fotos abaixo). A bordo do Phantasy foram informadas por rádio as coordenadas GPS ao chefe da obra de dragagem, a bordo do rebocador, com a localização exata de cada uma das dezenas de obstáculos retirados do rio, como alguns exemplos mostrados nas fotos abaixo. Quem conheceu o rio antes de 2003, sabe bem da importância do Projeto Guaíba Livre oportunizado pelo Popa.com.br.
Grande parte das fotos publicadas pelo Popa.com.br, já com 10 anos de existência, foram feitas a bordo do Phantasy, principalmente nos primeiros anos do site.
O Phantasy foi barco-líder de diversos cruzeiros náuticos pelo Guaíba, como o Cruzeiro do Bugio, e no Delta do Jacuí.
Navegaram no Phantasy expoentes da vela gaúcha, artistas, fotógrafos, um cientista do Pentágono, políticos de renome nacional, Oficiais da Marinha do Brasil e outros visitantes ilustres em visita a Porto Alegre.
O Phantasy foi palco de pedidos de namoro (me inclua fora disso), de churrascos assados na companhia de gente muito especial, de passeios inesquecíveis com paisagens lindas, e uma convivência extremamente alegre, de atracarmos na volta com os "carrinhos" doloridos de tantas risadas.
Muitos foram os Jamesons abatidos em combate a bordo do Phantasy, dia e noite.
A gastronomia foi intensa também. De costelas de ovelha à picanha em medalhões na churrasqueira, e de bacalhau à noite a bruschettas pela manhã, e de sashimi e sushis a bordo.
As saídas furtivas do trabalho no meio das longas tardes com horário de Verão para uma velejada curta, com direito a assistir ao por-do-sol em boas companhias, e chegar ao Veleiros do Sul de volta já tarde da noite. Entre sair do escritório e pisar no convés era coisa de meia-hora. Mais 10 minutos estava velejando. E em mais outros 10 minutos, o fogo da churrasqueira já estava aceso... Isso não tem preço!
Com a ajuda do Phantasy fiz muitos amigos e amigas. Foi o maior legado que o Phantasy me proporcionou. Com ele também velejei sozinho algumas vezes, sendo as melhores velejadas à noite, para Itapuã. Eu e o barco conversando de tudo que se possa imaginar, sob um céu escuro e coalhado de estrelas. É um barco cúmplice do dono, um amigo que concorda com tudo o que o comandante disser, que topa navegar tanto em águas baixas, como as dos arroios da Lagoa do Casamento, quanto nas ondas encrencadas da Lagoa dos Patos.
O Phantasy liderou cerimônias de colocação de cinzas de velejadores ao rio.
Reuniões importantes para traçar metas visando melhoramentos no Guaíba e no meio náutico foram costuradas a bordo do Phantasy, geralmente em fundeios em frente à Usina do Gasômetro.
E a Doca das Frutas, tomara que tenha memória fraca...
Marinheiros de primeira viagem aprenderam a gostar de velejar no Phantasy e mais tarde compraram seus próprios barcos.
Com o Phantasy levamos a família, parentes e amigos para velejar. Numa delas paguei um mico por causa de um francês que queria ir até uma região baixa do rio e me levou na conversa. Quando encalhamos, a mãe dele desesperou-se e, muito assustada, não parava de falar em francês com o cara. Ai, ai, ais e Ui, ui, uis. Tive sorte de safar a situação rapidamente.
Passamos viradas de ano assistindo à festa de fogos na Usina do Gasômetro. Amigos e amigas dos meus filhos encantaram-se com os passeios vendo Porto Alegre de um ponto de vista que jamais imaginaram. Sessentões e sessentonas que nunca haviam imaginado botar os pés num veleiro, ficaram meses a fio contando a seus amigos sobre a velejada. Embarquei paraplégicos também, pelo simples prazer de servir.
É melhor parar por aqui... Daqui a pouco me entusiasmo e conto histórias que não devo contar. E pior, vai que eu me emocione com essas e outras histórias, e resolva re-editá-las ou criar novas, decidindo não vender mais este veleiro amigo que tantos prazeres me deu e vai continuar a dar em sonhos maravilhosos para sempre.


 

O lindo balão (spinnaker) faz o Phantasy planar pra valer (uso avançado)

 

A bordo do Phantasy

 

O cenário é montagem

 

 

 

 

 

Fundeio na Praia do Tigre, Lagoa dos Patos. Observe o calado do veleiro, comparando com a minha altura (1,75m) junto à proa.
Nessa ocasião o Phantasy tinha apenas uns 5cm de água abaixo do patilhão, e eu tinha a água pela virilha.
Isso permite o acesso a inúmeras praias, sem necessidade de dingue para desembarque.
O calado do O'Day com a bolina retida é de apenas 69cm.

 

No "salão" há acomodações onde podem dormir 3 pessoas: uma na cama que aparece à direita
e duas na da esquerda, que é móvel, avançando em direção ao centro para acolher um casal.

 

 

Cabine de proa

 

 

 

Este cano de inox que parece ser uma alça de apoio, é na verdade a proteção do cabo de aço do log, que corre por dentro do cano.
O fogão foi muito bem bolado. Quando não está um uso, não ocupa espaço na cabine.

 

Algumas luminárias são fluorescentes, mas algumas originais foram mantidas (incandescentes), como a que aparece na foto, pelo aspecto mais conservador e romântico(?) a bordo.

 

Mesa aberta

 

Mesa dobrada

 

Motor Evinrude 2T muito especial: rabeta longa, partida elétrica e carregador de bateria no próprio motor

 


A bomba de porão manual é a original, hoje utilizada como reserva da bomba elétrica de porão, com sensor automático na sentina

 

Painel eletrônico original além do voltímetro, chave da bomba automática de porão, chave da bomba de pressurização da água potável e chave do inversor de corrente, que transforma os 12Vcc da bateria em 127Vac para utilização de eletrodomésticos caseiros a bordo. O painel dispõe também de tomada com fusível e de tomada tipo acendedor de isqueiro que pode carregar celulares e outros acessórios

 

Comandante Plinio Fasolo fazendo navegação no Phantasy, durante cruzeiro de alguns dias na Lagoa do Casamento

 

Regulador de voltagem do painel solar, comprado por mim na Califórnia junto com o painel solar. Quando a incidência da luz do sol
varia, o regulador mantém constante a tensão de carga da(s) bateria(s). O painel pode ser orientado em qualquer direção, vertical e horizontalmente, de acordo com a orientação do barco (no box ou em fundeio) em relação ao norte. Assim que, apenas com a luz do sol, temos 12Vcc e 127Vac a bordo, a custo zero.

Mais fotos: "Um cruzeiro à Lagoa do Casamento com o Phantasy"

Saiba tudo sobre o O'Day 23

 

 

 

 

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