
Comentários do
popa
Naufrágio por quebra do leme
Danilo
Chagas Ribeiro
Há equívocos na resposta do fabricante do Skipper21. O primeiro deles foi solicitar “publicação como direito de resposta”, quando o que fez foi atender ao convite do site para manifestar-se.
Preferências semânticas à parte*, o artigo que publicamos não tece comentários ao relato do dono do barco. Assim que, para manter a imparcialidade, não cabe comentar o que diz o fabricante sobre o acidente pp. dito, a não ser que o naufrágio ocorreu no ventoso dia 8, e não no ensolarado dia 7 de setembro**.
Porque nenhum dos dois anúncios publicados no site geram entrada de recursos, poderia alguém pensar que o popa.com.br seja um “brinquedo de jornalismo”. No entanto, o trabalho sério que realizamos resultou em milhares de imagens e centenas de artigos publicados, gerando hoje em torno de 150.000 brincadeiras (ou visitas) mensais***.
Diz o fabricante que “...as fotos que os senhores apresentam, não mostram o barco submerso, portanto descabe suas insinuações e tentativas de descaracterizar, com elas, um produto...”.
As fotos são do barco como estava. Não foi dito nem insinuado que o barco é, ou não, insubmergível. O tema foi abordado no final do artigo, indicando que a insubmergibilidade havia sido discutida no grupo popacombr, para onde a notícia do naufrágio foi originalmente enviada.
O site não tem condições técnicas para discorrer sobre o tema insubmergibilidade. É assunto de engenharia naval, e que possivelmente deve estar normatizado. Se não estiver, a conceituação de um barco como insubmergível é ainda mais crítica. Um barco é insubmergível, considerando-se o que? Esta resposta, como as das perguntas abaixo, não sabemos responder:
- É necessária a retenção da estabilidade positiva quando inundado?
- Deve o veleiro possuir costado livre suficiente para velejar quando inundado?
- O que dizer sobre a manutenção da "atitude" de navegabilidade normal?
- E sobre o provimento de proteção para a tripulação?
- Qual a relação prevista entre costado livre quando inundado e o comprimento
do barco?
- Quais os procedimentos técnicos a seguir na realização do teste, a fim de que se possa legitimamente afirmar que um barco é insubmergível?
Isso é assunto para engenheiro naval e para fabricante de barcos. Que eles discorram conclusivamente sobre o tema. Que mostrem ao meio náutico fotos de testes realizados a ponto de poderem afirmar que um barco é efetivamente insubmergível. Será certamente um assunto de interesse dos visitantes do popa. E o momento é mais do que propício.
O artigo por nós publicado não fez nenhuma menção de apoio ao Sr. Flávio Jacobus, dono do barco, e tampouco abonou seu procedimento.
Os leitores do popa têm as duas opiniões sobre o fato – a do dono do barco e a do fabricante, com mesmo espaço. O popa.com.br não concorda com as colocações feitas pelo Sr. Marion em relação ao site e considera ter sido absolutamente isento nas colocações feitas, abrindo espaço para o fabricante e o projetista desde o primeiro momento. O popa.com.br visa o interesse dos navegadores, claramente. Dá trabalho, prejuízo e muito prazer na maior parte do tempo.
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(*) No dicionário Aurélio citado pelo fabricante, vê-se que NAUFRÁGIO é o ato ou efeito de NAUFRAGAR. Naufragar também é ir à pique, soçobrar. Soçobrar é afundar. Afundar é ir ao fundo, naufragar. Tudo isso está no Aurélio.
Assim, naufragar é ir ao fundo. O Parafuso estava no fundo do rio. Portanto, o Parafuso naufragou, e não houve erro no emprego da palavra Naufrágio no título do artigo. Existem ainda vários outros significados para estas palavras no dicionário, ao gosto de quem consulta.
Segundo ainda Aurélio, Inundar é Submergir, e submergir é afundar, que é também Naufragar. Pelo Aurélio, portanto, inundação e naufrágio dão na mesma.
Deve haver obra mais especializada para consulta do que um dicionário da língua portuguesa. Imagino que a preocupação com a semântica diga respeito à alegada característica de insubmergibilidade do Skipper, que em momento algum foi contestada.
(**) A mensagem encaminhada ao grupo começa assim, redigida por Tiago: “Leiam o relato ... do que aconteceu ... no último feriado de 7 de setembro”. Ao relatar, Flávio indica que foi no dia oito (a mensagem encaminhada ao grupo foi por nós re-encaminhada ao fabricante antes do recebimento de sua resposta).
(***) A propósito, os livros recomendados também não trazem qualquer retorno financeiro. Como também não trouxeram os anúncios de barcos à venda que publicamos. O site atualmente não tem nenhuma fonte de recurso. Mas estamos precisando deles para manter o site no ar: anunciantes interessados, por favor entrem em contato: info@popa.com.br.
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